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O transporte de bovinos passo a passo

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O transporte de bovinos é uma atividade importante na cadeia produtiva da carne. Milhares de bovinos são transportados todos os dias em nosso país, sendo seu principal destino os abatedouros. Dadas as características geográficas e de infraestrutura, o transporte rodoviário é o mais utilizado no Brasil. Conheça o passo a passo de como esse transporte deve ser feito:

1. Tenha em mãos os planos de viagem e para situações de emergência.

2. O veículo deve estar limpo e em boas condições de uso.

3. O piso do compartimento de carga deve dispor de tapete de borracha e estrutura antiderrapante.

4. Os caminhos de acesso às fazendas devem estar em boas condições. Quando não estiverem, dê apoio aos motoristas.

5. Ofereça condições para atender às necessidades dos motoristas antes de embarcar os animais.

6. Certifique-se de que todos os documentos estão em ordem.

7. Estacione o veículo corretamente, sem deixar espaços com o embarcadouro.

8. Embarque o número correto de animais por compartimento de carga. Evite embarcar animais cansados, machucados ou doentes.

9. Não inicie a viagem logo após o embarque. Retire o veículo do embarcadouro, estacione em um local plano e faça a primeira vistoria. Se houver animais deitados, levante-os. Se houver animais agressivos, mude-os de compartimento ou amarre-os.

10. Quando necessário, amarre os animais pelos chifres ou use um cabresto, nunca amarre pelo pescoço.

11. Vá devagar nos primeiros 15 a 20 minutos da viagem, dirija com cuidado, evite brecadas e movimentos bruscos. Pare o veículo e verifique se todos os animais estão em pé. Se houver animais caídos ou deitados, levante-os.

12. Estimule o animal a se levantar falando ou batendo palmas. Não grite nem assuste os animais. Após duas ou três tentativas, use o choque.

13. Nunca aplique choque na cara, ânus, vagina, úbere ou escroto. Não segure o bastão elétrico sobre o corpo do animal por mais de um segundo.

14. Caso o animal não se levante, certifique-se de que não está ferido ou exausto e que há espaço suficiente para se levantar. Se estiver tudo em ordem, tente mais uma ou duas vezes, no máximo.

15. Animais debilitados devem ser desembarcados e, nos casos mais graves, deve-se fazer o abate de emergência. Se não for possível, siga viagem e realize o abate de emergência logo quando chegar ao destino.

16. O abate de emergência deve ser feito por pessoa treinada e com equipamentos apropriados.

17. Dirija sempre com cuidado, respeitando a sinalização das estradas.

18. O tempo total da viagem não deve ultrapassar 12 horas. Quando isso ocorrer, os animais devem ser desembarcados, recebendo alimento e água à vontade. Evite transporte de longa distância.

19. Evite paradas longas, principalmente nas horas mais quentes do dia, e procure sempre estacionar o veículo na sombra.

20. Quando houver problemas durante a viagem, analise a possibilidade de rotas alternativas, solicite outro veículo e faça o transbordo dos animais ou desembarque os animais em local adequado.

21. Quando nada disso for possível, estacione o veículo em local seguro e na sombra. Ofereça água regularmente aos animais.

22. O transporte de bezerros exige mais cuidado. Nunca misture bezerros com animais adultos, mesmo que sejam suas mães. Ofereça água aos bezerros em viagens a cada seis horas.

23. O desembarque deve ser feito imediatamente após a chegada ao destino. Estacione o veículo no desembarcadouro corretamente, sem deixar espaço com a rampa de desembarque.

24. Antes de abrir as porteiras do compartimento de carga, certifique-se de que não há animais deitados ou caídos e, quando houver, levante-os.

25. Abra a porteira mais próxima da rampa de desembarque e, caso os animais não saiam, estimule-os batendo palmas e fazendo movimentos na lateral do veículo. Não grite nem use o choque, tenha calma.

26. Caso algum animal não consiga se levantar, desembarque os animais que estiverem no mesmo compartimento de carga com calma.

27. Quando necessário, faça o abate de emergência, atordoando o animal dentro do veículo, para posteriormente arrastá-lo para fora.

28. Nunca arraste animais conscientes! O desembarque dos animais dos outros compartimentos de carga deve ser feito após a retirada do animal atordoado.

29. Limpe e desinfete o veículo logo após o desembarque. Verifique se está tudo em ordem e conserte ou substitua o que estiver quebrado.

 

Fonte: Boas Práticas de Transporte. MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A acomodação dos animais no curral

A acomodação dos animais no curral deve ser realizada com muita calma, sem gritos e sem uso de ferrões, paus e bastão elétrico. Não coloque pressão excessiva nos animais para que entrem no curral, pois eles podem se machucar batendo nos palanques da porteira. Vá com calma! No caso de animais mais agitados, posicione um vaqueiro para controlar (“afinar”) o gado na passagem da porteira. Para animais menos reativos, acompanhe a movimentação dos animais sem colocar pressão excessiva para que entrem.

O curral é uma instalação destinada ao trabalho com os bovinos. Portanto, não deve ser usado para mantê-los presos por longo tempo. Currais superlotados aumentam os riscos de acidentes e causam maior dificuldade para o manejo. Para que o manejo ocorra com tranquilidade, trabalhe com pelo menos metade das áreas das divisões (mangas) dos currais livres.

 

Fonte: Boas Práticas de Manejo e Embarque. MAPA  – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Planejamento para o embarque

O planejamento e a organização para o embarque começam no escritório da fazenda, com a preparação dos documentos e verificação se estão corretamente preenchidos, principalmente as guias de trânsito animal (GTAs), notas fiscais do produtor (na qual deve constar a origem e o destino dos animais) e os documentos de identificação animal (que são os documentos, individuais para os animais destinados a abatedouros que exigem a rastreabilidade).

Se houver necessidade de algum outro documento, providencie com antecedência.

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Defina quais animais serão embarcados, quando e onde o embarque será realizado e quem executará o serviço. Muitas vezes, os caminhões ficam parados por longo tempo e os animais permanecem sob o sol, sem água e sem alimento, à espera de documentos. Isso geralmente acontece antes de os caminhões saírem das fazendas ou em postos policiais ou fiscais. Certifique-se de que todos os documentos estão em ordem antes de iniciar o embarque.

Defina o manejo de embarque como prioridade. Evite marcá-lo no mesmo dia em que serão executadas outras atividades no curral, como a vacinação, por exemplo. Além disso, os manejos para o embarque não podem atrapalhar as outras atividades da propriedade. Faça um bom planejamento envolvendo toda a equipe de trabalho. Com isso os manejos serão realizados com eficiência e organização.

Não prolongue a jornada de trabalho para realizar o embarque. Quando os trabalhadores estão cansados há queda na qualidade dos serviços e maiores riscos de acidentes.

 

Fonte: Boas Práticas de Manejo e Embarque. MAPA  – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.